Arquiteto Guto Requena expõe e faz palestra na Design Days Dubai

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Entre 18 e 21 de março acontece a Design Days Dubai. Guto Requena irá expor a “Cadeira Nóize” representado pela Galeria Coletivo Amor de Madre, de São Paulo.

No dia 20 de março, Guto irá palestrar no evento. Guto é o único brasileiro a palestrar, e irá abordar os principais trabalhos de seu Estudio, com foco nos projetos que envolvem tecnologias digitais interativas, e irá fazer um panorama sobre o mercado brasileiro de design na atualidade. A palestra intitula-se “Design and Behavior in the Digital Age – Panorama Brazil”

A cadeira Nóize foi escolhida como símbolo do evento e estampa revistas, cartazes e materiais promocionais do evento, apoiado pela Audi, principal patrocinadora da feira.

As cadeiras Nóize, desenvolvidas pelo Estudio Guto Requena, foram concebidas digitalmente a partir da mescla do som captado nas ruas de São Paulo com ícones do design brasileiro. A cadeira Girafa, de autoria da Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, a cadeira Oscar, do Sérgio Rodrigues e a cadeira São Paulo, do Carlos Motta foram modeladas em plataforma digital 3D reproduzindo fielmente seu modelo físico. A partir de uma programação computacional feita pelo Estudio Guto Requena, com uso da linguagem Processing, deformou-se esse modelo digital através da sua fusão com o arquivo de áudio coletado em três locais diferentes em São Paulo: Grajaú, Cidade Tiradentes e Santa Ifigênia. O resultado é uma cadeira-manifesto, que para além do ato de sentar, instiga à reflexão.

O arquivo digital resultante desse processo foi enviado via internet para a Bélgica, diretamente para uma máquina de impressão 3D. Após a impressão das três cadeiras, elas foram enviadas para o Brasil. Vozes da cidade, ruídos da periferia e ressonâncias do concreto, desconstroem clássicos do mobiliário brasileiro, onde o que importa não é o resultado estético das peças, mas o seu processo de design.

As 3 peças desenvolvidas pelo Estudio Guto Requena para esta exposição buscam assimilar as belezas de São Paulo, especialmente aquelas fora do eixo, numa experimentação numérica com ruídos, desconstrução e mixagem, a partir das novas possibilidades trazidas com as tecnologias digitais.

Estudio Guto Requena
Rua Oscar Freire, 1996, Jardins, São Paulo
(11) 2528 – 1700
www.gutorequena.com.br

SP-Arte 2013 terá mais de 120 galerias: 82 brasileiras e 41 internacionais

Por Redação | Arte Arquitetura

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SP-Arte, que acontece entre 3 e 7 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, reunirá neste ano 123 galerias: 82 brasileiras e 41 do exterior.

Durante a feira, a mais importante do mercado de artes da América Latina, uma série de eventos paralelos serão realizados na cidade. A Casa de Vidro, onde viveu a arquiteta Lina Bo Bardi, será reaberta no dia 4 de abril para a exposição The Inside are on the Outside, cuja curadoria é de Hans Ulrich.

Entre as mostras realizadas em São Paulo durante a feira estão a O Ar Mais Próximo e Outras Matérias, do artista Waltercio Caldas, e Recuo, uma instalação de Iran do Espírito Santo.

Confira, a seguir, a lista das galerias confirmadas para esta edição da SP-Arte.

1500, Rio de Janeiro/ A Gentil Carioca, Rio de Janeiro/ A Ponte, São Paulo/ AFA, Santiago/ Almeida e Dale, São Paulo/ AM Horizonte, Belo Horizonte/ Amarelonegro, Rio de Janeiro/ Amparo 60, Recife/ Anita Beckers, Frankfurt/ Anita Schwartz, Rio de Janeiro/ Art: Concept, Paris/ Arte 57, São Paulo/ Arteedições. São Paulo/ Athena, Rio de Janeiro/ Athena Contemporânea, Rio de Janeiro/ Babel, São Paulo/ Baginski, Lisbon/ Banditrazos-Nuvem, São Paulo/ Baró, São Paulo/ Berenice Arvani, São Paulo/ Bergamin, São Paulo/ Bolsa de Arte, Porto Alegre/ Carreras Mugica, Bilbao/ Casa Triângulo, São Paulo/ Casas Riegner, Bogota/ Celma Albuquerque, Belo Horizonte/ Central, São Paulo/ Choque Cultural, São Paulo/ Christopher Grimes, Santa Monica/ Continua, San Gimignano/ Dan, São Paulo/ Dan Contemporânea, São Paulo/ David Zwirner, New York/ DConcept, São Paulo/ Eduardo Fernandes, São Paulo/ El Museo, Bogota/ Elba Benitez, Madrid/ Eliana Benchimol, Rio de Janeiro/ Elvira González, Madrid/ Emma Thomas, São Paulo/ Estação, São Paulo/ Fass, São Paulo/ Feldbuschwiesner, Berlin/ Fernando Pradilla, Madrid/ Fólio, São Paulo/ Fortes Vilaça, São Paulo/ Franco Noero, Turin/ Gagosian, New York/ Gávea, Rio de Janeiro/ Gregor Podnar, Berlin/ Gustavo Rebello, Rio de Janeiro/ Hauser & Wirth, London/ Hilda Araújo, São Paulo/ Inox, Rio de Janeiro/ Jaqueline Martins, São Paulo/ Kaikai Kiki, Tokyo/ Klaus Steinmetz, San José/ La Caja Negra, Madrid/ La Casona, Havana/ Laura Marsiaj, Rio de Janeiro/ Leme, São Paulo/ Lemos de Sá, Nova Lima/ Lia Rumma, Milan/ Lisson, London/ Logo, São Paulo/ Luciana Brito, São Paulo/ Luciana Caravello, Rio de Janeiro/ Luisa Strina, São Paulo/ Lume Photos, São Paulo/ Lurixs, Rio de Janiero/ Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto/ Marcia Barrozo do Amaral, Rio de Janeiro/ Marilia Razuk, São Paulo/ Max Wigram, London/ Mendes Wood DM, São Paulo/ Mercedes Viegas, Rio de Janiero/ Millan, São Paulo/ Multiplique Boutique, São Paulo/ Mul.ti.plo, Rio de Janeiro/ Murilo Castro, Belo Horizonte/ Nara Roesler, São Paulo/ Neugerriemschneider, Berlin/ Oscar Cruz, São Paulo/ Pace, London/ Papel Assinado, São Paulo/ Paralelo, São Paulo/ Parra & Romero, Madrid/ Paulo Darzé, Salvador/ Paulo Kuczynski, São Paulo/ Pequena Galeria 18, Rio de Janeiro/ Peter Kilchmann, Zurich/ Pilar, São Paulo/ Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, São Paulo/ Polígrafa, Barcelona/ Progetti, Rio de Janeiro/ Raquel Arnaud, São Paulo/ Ronie Mesquita, Rio de Janeiro/ Sergio Gonçalves, Rio de Janeiro/ Silvia Cintra + Box4, Rio de Janeiro/ SIM, Curitiba/ Simões de Assis, Curitiba/ Sprovieri, London/ Spruth Magers, Berlin/ Steiner, São Paulo/ Studio Nobrega, São Paulo/ Sur, Montevideo/ Swedish Photography, Berlin/ Sylvio Nery, São Paulo/ Tempo, Rio de Janeiro/ Thaddaeus Ropac, Salzburg/ Transversal, São Paulo/ Untitled, New York/ Van de Weghe, New York/ Vera Cortês, Lisbon/ Vermelho, São Paulo/ Virgilio, São Paulo/ White Cube, London/ Xippas, Paris/ Ybakatu, Curitiba/ Yvon Lambert, Paris/ Zipper, São Paulo

Museu de esculturas submarinas ajudará a preservar corais no México

Por Redação | Arte Exposição

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Acaba de ser inaugurado um museu subaquático com mais de 200 esculturas de pedra assinadas pelo artista Jason De Caires Taylor em Cancún, no México. “Minha vontade é construir um cenário impressionante onde se possa nadar através de um mar de rostos”, disse o artista, cuja obra é composta por estátuas de pedras, a grande maioria delas em formato humano. Depois de submersas, as peças passam a interagir com vida marinha e, com o tempo, sua aparência e cor vão se modificando, deixando claro que o artista já não tem nenhum controle sobre sua obra. Mas este é exatamente o objetivo. Ao “afundar” suas esculturas, Taylor espera criar um suporte para os corais marinhos da região, ameaçados pelo turismo intensivo. Como elas são feitas em material anticorrosivo e de baixa acidez, o esperado é que com o tempo as estátuas se transformem em verdadeiros recifes.

Sua missão é, desde 2009, preservar o lugar como uma área exclusiva onde uma variedade de espécies de peixes e crustáceos possam alimentar-se sem o risco de serem incomodados por praticantes de scuba-diving e outros tipos comuns entre as legiões de turistas que visitam a mítica praia caribenha durante todo o ano.

O material de que é feito essa armada escultórica, diz seu autor, é um tipo especial de cimento, de PH neutro, que respeita a biologia das águas caribenhas onde ela está submersa há três anos. Embora sua constituição seja impenetravelmente pétrea, cada uma das figuras carrega uma história sentimental, infundida por seu criador. “O conjunto da obra representa a idéia de seres humanos vivendo em simbiose com a natureza”, diz o artista que, para realizá-la inspirou-se na obra de ícones desse tipo de arte, como Christo, Jaume Plensay, mas sobretudo na paisagem submarina.

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O museu de Cancún não é o primeiro projeto do gênero criado por DeCaires, mas é sem dúvida o mais ousado e monumental. Em 2006, o artista desenvolveu o primeiro parque escultórico submarino do mundo, em Granada, a ilha situada na região nordeste da Venezuela. Antes, ele já havia realizado projetos de arte terrestres no Reino Unido e na Grécia.

Atualmente, essa aventura ecoartística recebe uma média de 3 mil visitantes por semana. Para ver o museu, é necessário apenas usar óculos especiais e algumas lições de mergulho ou utilizar os serviços de barcos com piso de vidro que navegam na superfície permitindo a visão do museu através das águas cristalinas do Caribe.

As esculturas de DeCaires são forjadas em terra, no estúdio que ele montou na região de Cancún. “Procuro fazê-las o mais pesadas possível – cinco toneladas é o peso médio de cada obra – para que possam suportar furacões ou qualquer tipo de desastre natural. Para submergi-las ele usa uma grua controlada por um grande trator. Com o tempo e a ação do mar, o cimento de que são construídas as figuras se transforma numa espécie de coral, transformado o exército de esculturas numa réplica de arrecife. Além de alteradas pela água, as obras mudam de aspecto dependendo da hora do dia em que são visitadas.

O museu de arte submarina de Jason DeCaires Taylor . Veja o vídeo: