Museu de esculturas submarinas ajudará a preservar corais no México

Por Redação | Arte Exposição

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Acaba de ser inaugurado um museu subaquático com mais de 200 esculturas de pedra assinadas pelo artista Jason De Caires Taylor em Cancún, no México. “Minha vontade é construir um cenário impressionante onde se possa nadar através de um mar de rostos”, disse o artista, cuja obra é composta por estátuas de pedras, a grande maioria delas em formato humano. Depois de submersas, as peças passam a interagir com vida marinha e, com o tempo, sua aparência e cor vão se modificando, deixando claro que o artista já não tem nenhum controle sobre sua obra. Mas este é exatamente o objetivo. Ao “afundar” suas esculturas, Taylor espera criar um suporte para os corais marinhos da região, ameaçados pelo turismo intensivo. Como elas são feitas em material anticorrosivo e de baixa acidez, o esperado é que com o tempo as estátuas se transformem em verdadeiros recifes.

Sua missão é, desde 2009, preservar o lugar como uma área exclusiva onde uma variedade de espécies de peixes e crustáceos possam alimentar-se sem o risco de serem incomodados por praticantes de scuba-diving e outros tipos comuns entre as legiões de turistas que visitam a mítica praia caribenha durante todo o ano.

O material de que é feito essa armada escultórica, diz seu autor, é um tipo especial de cimento, de PH neutro, que respeita a biologia das águas caribenhas onde ela está submersa há três anos. Embora sua constituição seja impenetravelmente pétrea, cada uma das figuras carrega uma história sentimental, infundida por seu criador. “O conjunto da obra representa a idéia de seres humanos vivendo em simbiose com a natureza”, diz o artista que, para realizá-la inspirou-se na obra de ícones desse tipo de arte, como Christo, Jaume Plensay, mas sobretudo na paisagem submarina.

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O museu de Cancún não é o primeiro projeto do gênero criado por DeCaires, mas é sem dúvida o mais ousado e monumental. Em 2006, o artista desenvolveu o primeiro parque escultórico submarino do mundo, em Granada, a ilha situada na região nordeste da Venezuela. Antes, ele já havia realizado projetos de arte terrestres no Reino Unido e na Grécia.

Atualmente, essa aventura ecoartística recebe uma média de 3 mil visitantes por semana. Para ver o museu, é necessário apenas usar óculos especiais e algumas lições de mergulho ou utilizar os serviços de barcos com piso de vidro que navegam na superfície permitindo a visão do museu através das águas cristalinas do Caribe.

As esculturas de DeCaires são forjadas em terra, no estúdio que ele montou na região de Cancún. “Procuro fazê-las o mais pesadas possível – cinco toneladas é o peso médio de cada obra – para que possam suportar furacões ou qualquer tipo de desastre natural. Para submergi-las ele usa uma grua controlada por um grande trator. Com o tempo e a ação do mar, o cimento de que são construídas as figuras se transforma numa espécie de coral, transformado o exército de esculturas numa réplica de arrecife. Além de alteradas pela água, as obras mudam de aspecto dependendo da hora do dia em que são visitadas.

O museu de arte submarina de Jason DeCaires Taylor . Veja o vídeo:

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